O que é buscar a Deus?

Vou ser sincero com vocês: Eu não sei exatamente o que vou escrever agora.

Quero dizer: Este é um post que eu não tenho elaborado na cabeça. Ele não possui um tema estabelecido previamente. Existem, sim, algumas questões que irei sugerir e iniciar uma linha de raciocínio através delas… mas não sei como ele vai acabar.

Já falei outras vezes: Este blog não é exatamente uma declaração de fatos que estabelecem uma verdade definitiva elaborada por mim para explicar como eu sigo a Cristo.

Pelo contrário.

Este blog é o registro das coisas que penso e aprendo, e de como cresço neste aprendizado. Às vezes mudando até mesmo alguns conceitos que, antes, acreditava firmemente. Agora mesmo, vivo pensando em rever o post “Não julgueis para que não sejais julgados“, e reescrevê-lo mudando alguns aspectos que deixam entender uma visão meio distorcida do que realmente quis dizer. Ou o post já reelaborado, “O que nos é conveniente?“, onde mudo o sentido do que escrevi para algo que só fui aprender depois.

Se existe algo que se pode classificar como “metodológico” na busca por Deus, é que ela é empírica. Empírico, significa que é à medida que se experimenta que se obtém o conhecimento. Se você não experimenta, você não conhece. E como pode-se buscar um Deus que não se conhece? E como pode-se conhecê-lo sem experimentá-lo?

Mas o que é buscar a Deus em primeiro lugar?

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Eis o Cristo… e jaz a negação da Cruz pela negação do pecado

Olá.

Existem alguns assuntos que pretendo apresentar em breve, mas para colocá-los aqui, pretendia antes falar de outras coisas que servirão de base para estudá-los.

Uma das coisas das quais queria falar antes de abordar os tópicos que desejo abordar, é a hermenêutica, e tratei dela no último post.

Em resumo, o post anterior diz o seguinte:

Se é impossível ao homem, discernir a Deus, então engana-se o homem que pretende esclarecer Deus, usando a interpretação da Bíblia. Deus não se esclarece, apenas se deixa ser revelado em algum aspecto de Seu Ser, Seu Propósito, Sua Vontade.

Se é impossível esclarecer a Deus usando a interpretação bíblica, nossas faculdades no estudo da interpretação bíblica, a saber, a hermenêutica e a exegética, são tolas fantasias criadas por nós, inspiradas pelos gregos, criadas justamente para obter tal esclarecimento.

Entendemos então que conhecemos a Deus quando conhecemos o que Ele nos revela. E a revelação de Deus mais expressiva para o ser humano foi quando o mesmo Deus se encarnou no corpo de um homem, a saber, Jesus de Nazaré, e andou entre nós revelando se a si mesmo para que, através de sua vida, possamos interpretar a vontade de Deus e o maravilhoso Plano para a Salvação do Homem.

Com isto, cai por terra toda a tentativa de sistematizar o evangelho. Qualquer coisa que se faça neste sentido, servirá apenas para a criação de dogmas religiosos, e assim podemos falar do evangelho puro e simples, sem conteúdo sistematizado, sem estatuto, sem moral, sem causalidade, mas profundo na transformação do homem, principalmente quando o homem se deixa ser transformado constantemente, se renovando no seu significado e se deixando morrer para que Cristo possa viver em sua vida de forma mais plena.

O problema é que o adepto religioso se vê suficientemente transformado, e não se vê na necessidade de continuar se transformando.

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Eis o Cristo… e jaz a hermenêutica Cristã

Paz.

No fim do último post eu havia citado a hermenêutica. Muitos cristãos podem até nem conhecer esta palavra, ou até a conhecem mas não sabem exatamente do que se trata. Neste post, eu quero falar sobre a hermenêutica e como ela pode ser uma ferramenta aparentemente útil para aqueles que buscam estudar e compreender melhor a bíblia, mas acaba por ser limitada em vários aspectos, que impedem os cristãos de entenderem na plenitude as coisas que nos foram deixadas escritas por herança desde a fundação da Igreja, e muito antes disso.

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Os Filhos da Mocidade

Paz.

Salmo 127

3 Eis que os filhos são herança da parte do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão.
4 Como flechas na mão dum homem valente, assim os filhos da mocidade.
5 Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava; não serão confundidos, quando falarem com os seus inimigos à porta.

Para aqueles que não me conhecem, eu sou casado e já tenho o meu primeiro filho. Na verdade, neste momento em que escrevo, muitas evidências indicam que minha esposa já espera pelo nosso segundo.

Eu não me lembro de haver algum tempo onde eu não desejasse não ser pai. Com certeza, ter filhos não era algo que eu tinha por prioridade… mas a idéia sempre me agradou.

Recentemente, o aborto se tornou foco de discussões entre os evangélicos.

Marina Silva, candidata a presidência, membra da Assembléia de Deus, declarou que para o assunto sugeriria um plesbiscito para que a sociedade decidisse por si. Silas Malafaia, manifestando-se contrário ao aborto e, acusando Marina de ficar em cima do muro, resolveu apontar o Serra como seu candidato à presidência. E aí, as questões de aborto e religião tomaram lugar nos palanques dos candidatos à presidência no segundo turno.

Isso tudo era um grande absurdo… tudo. Eu concordo com a posição da Marina, como já esclareci num outro post.

Mas, recentemente, recebi uma notícia surpreendente.

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O que nos é conveniente? (Segunda Edição)

Paz.

À medida que posto algumas coisas aqui, fico bastante atento se as palavras foram bem expostas. Se estão refletindo a idéia exata que quis passar. Se não dão margem para que me interpretem de maneira equivocada.

Mais do que isto: Me preocupo se na ocasião não estava sendo tolo. Esta é uma pergunta que, na verdade, todos nós devemos nos fazer constantemente… dia após dia. Não nos deixarmos que conclusões às quais chegamos na nossa caminhada sejam simplesmente aceitas e nunca revisitadas. Devemos questionar nós mesmos o tempo todo para entender por que chegamos àquela conclusão, e se, em nosso caminhar no amadurecimento no evangelho, não podemos chegar a conclusões diferentes daquelas.

Muito do que eu coloco aqui é justamente o fruto de uma série de questionamentos que faço a mim mesmo, confrontando uma pessoa que costumava ser antigamente, regida pela religiosidade e confiante de que ela me guiava a Cristo. Mas isto não significa que, mesmo neste novo caminhar, que parte do pressuposto de que questionei a mim mesmo, não possa continuar me questionando, e entender melhor aquilo que julgava entender bem outrora.

O bom de ter um blog, onde documento este amadurecimento de minhas convicções, é que posso revisitá-las e esclarecê-las melhor para mim mesmo. E hoje resolvi fazer isto com já tem algum tempo que publiquei neste Blog: O que nos é conveniente? (https://eisocristo.wordpress.com/2010/08/21/o-que-nos-e-conveniente/) Publicado em 21 de agosto de 2010.

A idéia é que, naquela época, comecei a entender que o que Paulo quis dizer com “Tudo é lícito mas nem tudo me convém.” É que deveríamos buscar um estado de graça onde as coisas que nos afastam da comunhão de Cristo deixam de ser desejadas por nós. E me apeguei a isto como fato, achando que era esta falta dos desejos mundanos que deveria ser a busca do Cristão. Mas hoje, percebo estar enganado. Enquanto vivemos esta vida, entendo que a carne é nossa inimiga. E entendo que ela sempre terá influência em nossos desejos, e que nossa vida com Cristo é uma luta constante contra a carne, até que nos livremos dela.

O que segue, é uma réplica daquele post, onde espero conseguir corrigir as palavras mal-colocadas e usá-las para expressar melhor isto que aprendi posteriormente. Boa leitura.

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Na maioria os crentes são ingênuos, bobos e incoerentes. (Luz na Net)

Paz.

Já faz um tempo que não faço um repost aqui, e achei interessante um post recente do Pastor Antonio Jeam, que é autor do blog Luz na Net e um dos pastores da igreja da qual atualmente sou membro, onde ele dá a sua opinião sobre os eventos recentes envolvendo Malafaia e Marina Silva. Agora, não é exatamente uma questão de ressuscitar o assunto, mas é por que muita coisa dita por ele complementa algumas que eu disse, e achei que, melhor do que recriar um post só para replicar a vocês o que ele disse e que me faz concordar com ele, seria simplesmente repostar o post do próprio.

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Não Julgueis para que Não Sejais Julgados…

Paz

Hoje eu me ocupei de fazer um levantamento sobre uma série de textos bíblicos para trazer à discussão uma idéia bastante controversa.

Eu quero começar tratando de dois casos em especial, por que são os que mais chamam a atenção nos dias atuais: Caio Fábio e Silas Malafaia.

O tema sobre o qual convido vocês a refletirem comigo é a manifestação pública de contrariedade entre cristãos, e como ela se relaciona ao “não julgueis” que Cristo nos ensinou.

Sou suspeito para falar de Caio Fábio, homem que admiro pela sua decisão de não se deixar calar na pregação do evangelho devido a suas falhas. Pois, começa bem, ao reconhecê-las, e prossegue bem em nos fazer entender que somos todos igualmente falhos, e nunca deixaremos de ser, por maior que seja o nosso compromisso com o evangelho. Seus sermões lúcidos falam de Graça e sacrifício, Misericórdia e quebrantamento, santificação pela comunhão com Cristo no lugar da justificação pela religiosidade. Sua história é bastante polêmica, tendo sido um ícone para os evangélicos de todo o Brasil, envolvido em um caso extra-conjugal, considerado caído, embora ele mesmo pontue sua queda de forma bastante diferente: Quando estava no topo, estava caindo… quando estava humilhado, ali se reencontrou com Deus. Ainda assim, é possível observar que apesar de suas falhas, nunca se desviou do evangelho, e o prega com a mesma coerência de outrora.

Sou suspeito, também, para falar de Silas Malafaia. Homem pelo qual não tenho admiração alguma, muito pelo contrário: Sua incoerência (que ele finge não existir) e o evangelho deturpado que ele prega (e defende como verdadeiro) fazem com que eu o veja com um certo descontentamento. Sua postura de moralmente, politicamente, religiosamente e tantos outros-mente correto chega a dar nojo, uma vez que, bem sabemos, somos pecadores, assim como Caio Fábio admite que é, sem esconder isto de ninguém. Totalmente incoerente, reage às críticas de Fábio acusando-o de ser pecador (como se ele, Malafaia, não fôsse), usando este argumento para invalidar os comentários feitos por Caio Fábio, mesmo quando estes comentários possuem respaldo bíblico com texto e contexto, isto para quem ainda não possui o Espírito Santo e precisa recorrer ao texto e contexto para confirmar a veracidade das coisas. Petulante, gosta de chamar Caio Fábio de “Caído”… fazendo trocadilho com seu nome.

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